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11 de dez. de 2014

Bruxa seqüestrada em King's Cross relata os momentos de tensão que viveu

Na edição anterior, O Profeta garantiu uma entrevista com Catherine Vanblut, seqüestrada por máfia asiática. Confira abaixo a entrevista cedida pela bruxa e entenda como o esquema ocorreu:

Como foi o momento do seqüestro?
"Eu estava em King's Cross e só me lembro de um instante de pânico que eu tive. Creio que me doparam e eu desmaiei ali, porque depois disso não me lembro de mais nada. Ouvi alguns gritos, acho que eram de alguém que viu os seqüestradores por lá."

Como você foi parar lá?
"Acordei no caminho e estava em um lugar escuro. Me disseram que a luz continuaria apagada para eu não vê-los e que estávamos chegando. Perguntei onde a gente tava, e disseram “em alto mar"."

O que eles diziam?
"Lá eles só me ameaçavam, por tudo. E eu não tinha contato com o meio exterior, de forma alguma. E me agrediram também, várias vezes. O Ministério está abordando as denúncias. Tenho cicatrizes expostas que me farão lembrar disso para sempre."

Como você foi tratada lá?
"Quando falavam comigo, ou era para me obrigar a algo, ou para me encaminhar à chamada sessão de choque, quando ficavam sabendo que eu tentei fugir ou me comunicar, ou quando eu me recusava a fazer algo absurdo que eles pediam."

Qual momento você sentiu mais medo?
"Eu não sentia medo. Em momento algum eu senti “medo". Eu sentia angústia, raiva e precisava sair dali. Só pensava nisso, não tinha medo do que pudessem fazer comigo, só queria expor aquela gangue ao meio externo para que eles fossem punidos pelo que fazem com as pessoas. Aquilo é um tráfico humano, e eu queria denunciá-los nem que fosse a última coisa que eu fizesse na minha vida."

O que você achou que fosse acontecer?
"Por um momento achei que eles iriam me matar. Mas depois que me dei conta de que talvez meu irmão já estivesse tentando me encontrar, procurei saber alguma brecha por lá. E encontrei. Encontrei a chave que abria o escritório do dono da quadrilha e entrei lá. Consegui falar com alguém do ministério, mas depois eles me pegaram e me jogaram no fogo. Quase morri queimada, por sorte escapei. Consegui ajuda de pessoas de lá de dentro que também sofriam."

Como foi seu resgate?
"A partir da minha ligação, o Ministério encontrou o local e se penetrou lá dentro por dois dias, disfarçados; logo depois aconteceu a grande invasão e as vítimas foram retiradas. Foi uma estratégia bem eficiente."

O que aconteceu com seu irmão?
"Não gostaria de entrar em detalhes sobre isso."

O que pretende fazer daqui pra frente?
"Seguir com a minha carreira e voltar a ser feliz. Faço o que for preciso para voltar a ser o que era antes ou ser ainda melhor. Se eu não desisti até aqui, não é agora que farei isso."

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